Amém Pensantes
Que não seja resignado nosso pensar, para explorarmos nossa vida, o mundo e todo conhecimento possível. Assim Seja, Amém!!!
domingo, 16 de outubro de 2011
Vida e Obra: Dante Aighieri
Dante Alighieri nasceu em 1265, provavelmente no mês de maio, na cidade de Florença, de família de condições econômicas medianas. Os membros de sua família eram guelfos, isto é, partidários do Papado contra a demasiada ingerência política na Itália por parte dos imperadores da Alemanha que, desde Carlos Magno, eram ipso facto reis da Itália. Os partidários do imperador eram chamados gibelinos. Esse bipartidarismo estava arraigado em toda a península itálica e não somente a dividia em dois grandes movimentos políticos, mas tinha também grande influência na política interna e no governo de cada reino, ducado, condado, marquesato, república ou comuna independente em que se dividia toda a Itália. Por ser do partido dos guelfos, Dante haveria de amargar um longo período de exílio.
Criança ainda, Dante passou a frequentar uma escola de Florença e, ao completar 12 anos, foi vinculado a uma promessa de casamento, tendo sido destinada a ele Gemma di Manetto Donati, com quem efetivamente casou em 1285. No ano de 1289, Dante combate na cavalaria contra a cidade gibelina de Arezzo que é vencida pelas tropas de sua Florença.
Em 1295 se engaja oficialmente na atividade política como membro do partido dos guelfos, partidários do Papado, embora Dante criticasse abertamente as ambições expansionistas do Vaticano. Dante é enviado a Roma como embaixador para tratar de algumas questões políticas , mas o Papa o retém por tempo suficiente, enquanto seu delegado em Florença depõe o governo constituído e abre caminho para o partido contrário.
Dante não consegue voltar a Florença e a vingança dos inimigos políticos é cruel. Acusam Dante de corrupção e oposição ao Papa. É condenado à revelia a dois anos de confinamento, à interdição perpétua do exercício das funções públicas e ao pagamento de uma multa em dinheiro. Como Dante não se apresentou para pagar a multa e para defender-se, é condenado a ser queimado vivo. Assim termina a vida dele em sua querida Florença, para onde nunca mais voltaria.
Durante os 21 anos de exílio, Dante passa por várias cidades, protegido pelos governantes locais, entre os quais Forli, Verona, Arezzo, Treviso, Padova, Veneza, Lucca e Ravenna. Durante seu longo exílio é que compõe sua obra máxima, a Divina Comédia. Em 1321 parte de Ravenna, onde residia havia mais de três anos, para uma missão diplomática junto à república de Veneza. Ao retornar, é acomometido de malária e morre em Ravenna, na noite entre 13 e 14 de setembro de 1321.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Dante Alighieri
Mundialmente conhecido por sua obra máxima A Divina Comédia, Dante Alighieri é autor de diversas outras obras, dentre as quais se destaca Monarquia. Esta foi a principal que lhe valeu o exílio, no qual haveria de falecer, embora acalentasse sempre a esperança de poder voltar à sua cidade natal, Florença.
Em Monarquia, Dante deixa transparecer seus profundos conhecimentos de filosofia e o domínio com que cita passagens bíblicas. Escrito durante os anos de grande questionamentos e controvérsias envolvendo a autoridade papal em confronto com a autoridade do imperador, Dante elaborou este opúsculo em que defende a independência total do imperador no exercício de seu poder de qualquer ingerência do papa.
O Papa Bonifácio VIII havia publicado a Bula Unam Sanctam, além de criar grandes polêmicas e revoltar muitos reis e príncipes, provocou a ira de Filipe o Belo, rei da França, que enviou delegados a Roma para prender o Papa e levá-lo a Paris, a fim de ser julgado.
Esse documento do Papa declarava precisamente que o poder temporal estava sujeito por determinação divina ao poder espiritual. Em outros termos, o Papa tinha soberania e poder sobre todos os reis e príncipes cristãos, porquanto a autoridade temporal dependia diretamente da autoridade espiritual, da qual o Papa era o representante máximo.
Essa doutrina de Bonifácio VIII desagradou não somente ao mundo politico, mas também a grandes segmentos da sociedade européia da época que era quase totalmente cristã. Parece que Dante tomou as dores e a desilusão de todos aqueles que eram contra essa doutrina e escreveu Monarquia para provar que qualquer governante não depende, de modo algum, da autoridade da Igreja ou do Papa. Todo o livro gira em torno da argumentação para provar a independência do poder civil do poder religioso, recorrendo à fundamentação não somente filosófica e política, mas também bíblica.
Mais Sobre a vida e obra de Dante nas próximas postagens!!!
Em Monarquia, Dante deixa transparecer seus profundos conhecimentos de filosofia e o domínio com que cita passagens bíblicas. Escrito durante os anos de grande questionamentos e controvérsias envolvendo a autoridade papal em confronto com a autoridade do imperador, Dante elaborou este opúsculo em que defende a independência total do imperador no exercício de seu poder de qualquer ingerência do papa.
O Papa Bonifácio VIII havia publicado a Bula Unam Sanctam, além de criar grandes polêmicas e revoltar muitos reis e príncipes, provocou a ira de Filipe o Belo, rei da França, que enviou delegados a Roma para prender o Papa e levá-lo a Paris, a fim de ser julgado.
Esse documento do Papa declarava precisamente que o poder temporal estava sujeito por determinação divina ao poder espiritual. Em outros termos, o Papa tinha soberania e poder sobre todos os reis e príncipes cristãos, porquanto a autoridade temporal dependia diretamente da autoridade espiritual, da qual o Papa era o representante máximo.
Essa doutrina de Bonifácio VIII desagradou não somente ao mundo politico, mas também a grandes segmentos da sociedade européia da época que era quase totalmente cristã. Parece que Dante tomou as dores e a desilusão de todos aqueles que eram contra essa doutrina e escreveu Monarquia para provar que qualquer governante não depende, de modo algum, da autoridade da Igreja ou do Papa. Todo o livro gira em torno da argumentação para provar a independência do poder civil do poder religioso, recorrendo à fundamentação não somente filosófica e política, mas também bíblica.
Mais Sobre a vida e obra de Dante nas próximas postagens!!!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Apresento-vos Aurélio Agostinho
A Vida e as Obras
Aurélio Agostinho destaca-se entre os Padres como Tomás de Aquino se destaca entre os Escolásticos. E como Tomás de Aquino se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu gênio compreensivo, fundiu em si mesmo o caráter especulativo da patrística grega com o caráter prático da patrística latina, ainda que os problemas que fundamentalmente o preocupam sejam sempre os problemas práticos e morais: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.
Seu pai, era pagão, recebido o batismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos, desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original.
Conheceu o maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual.
Abandonou o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a negatividade do mal. Destarte chegara a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria o que só ocorreu no mês de setembro do ano 386. Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e alguns discípulos (QUE SOLIDÃO É ESTA, ALGUÉM PODE ME DIZER?), perto de Milão. Aí escreveu seus diálogos filosóficos.
Depois da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe em Óstia, volta para Tagasta. Aí vendeu todos os haveres e, distribuído o dinheiro entre os pobres, funda um mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que se deu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade.
Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada Escritura, da teologia revelada, e à redação de suas obras, entre as quais têm lugar de destaque as filosóficas. As obras de Agostinho que apresentam interesse filosófico são, sobretudo, os diálogos filosóficos: Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da alma, Sobre o mestre, Sobre a música . Interessam também à filosofia os escritos contra os maniqueus: Sobre os costumes, Do livre arbítrio, Sobre as duas almas, Da natureza do bem .
As principais obras teológicas e religiosas de Santo Agostinho, que também é estudada com grande interesse filosófico são: Da Verdadeira Religião, As Confissões, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira.
Pensamento:
A Gnosiologia - O problema gnosiológico é profundamente sentido por Agostinho, que o resolve, superando o ceticismo acadêmico mediante o iluminismo platônico. Inicialmente, ele conquista uma certeza: a certeza da própria existência espiritual; daí tira uma verdade superior, imutável, condição e origem de toda verdade particular.
A Metafísica- Em relação com esta gnosiologia, e dependente dela, a existência de Deus é provada, fundamentalmente, a priori , enquanto no espírito humano haveria uma presença particular de Deus. Ao lado desta prova a priori , não nega Agostinho as provas a posteriori da existência de Deus, em especial a que se afirma sobre a mudança e a imperfeição de todas as coisas. Quanto à natureza de Deus, Agostinho possui uma noção exata, ortodoxa, cristã: Deus é poder racional infinito, eterno, imutável, simples, espírito, pessoa, consciência, o que era excluído pelo platonismo. Deus é ainda ser, saber, amor. Quanto, enfim, às relações com o mundo, Deus é concebido exatamente como livre criador. No pensamento clássico grego, tínhamos um dualismo metafísico; no pensamento cristão - agostiniano - temos ainda um dualismo, porém moral, pelo pecado dos espíritos livres, insurgidos orgulhosamente contra Deus e, portanto, preferindo o mundo a Deus.
A alma nasce com o indivíduo humano e, absolutamente, é uma específica criatura divina, como todas as demais. Entretanto, Agostinho fica indeciso entre o criacionismo e o traducionismo, isto é, se a alma é criada diretamente por Deus, ou provém da alma dos pais. Certo é que a alma é imortal, pela sua simplicidade. Agostinho, pois, distingue, platonicamente, a alma em vegetativa, sensitiva e intelectiva, mas afirma que elas são fundidas em uma substância humana. A inteligência é divina em intelecto intuitivo e razão discursiva; e é atribuída a primazia à vontade. No homem a vontade é amor, no animal é instinto, nos seres inferiores cego apetite.
A Moral - Evidentemente, a moral agostiniana é teísta e cristã e, logo, transcendente e ascética. Entretanto a vontade é livre, e pode querer o mal, pois é um ser limitado, podendo agir desordenadamente, imoralmente, contra a vontade de Deus. E deve-se considerar não causa eficiente, mas deficiente da sua ação viciosa, porquanto o mal não tem realidade metafísica. O pecado, pois, tem em si mesmo imanente a pena da sua desordem, porquanto a criatura, não podendo lesar a Deus, prejudica a si mesma, determinando a dilaceração da sua natureza.
Aurélio Agostinho destaca-se entre os Padres como Tomás de Aquino se destaca entre os Escolásticos. E como Tomás de Aquino se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu gênio compreensivo, fundiu em si mesmo o caráter especulativo da patrística grega com o caráter prático da patrística latina, ainda que os problemas que fundamentalmente o preocupam sejam sempre os problemas práticos e morais: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.
Seu pai, era pagão, recebido o batismo pouco antes de morrer; sua mãe, Mônica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa. Indo para Cartago, a fim de aperfeiçoar seus estudos, desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original.
Conheceu o maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual.
Abandonou o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e a negatividade do mal. Destarte chegara a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria o que só ocorreu no mês de setembro do ano 386. Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e alguns discípulos (QUE SOLIDÃO É ESTA, ALGUÉM PODE ME DIZER?), perto de Milão. Aí escreveu seus diálogos filosóficos.
Depois da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe em Óstia, volta para Tagasta. Aí vendeu todos os haveres e, distribuído o dinheiro entre os pobres, funda um mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que se deu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade.
Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada Escritura, da teologia revelada, e à redação de suas obras, entre as quais têm lugar de destaque as filosóficas. As obras de Agostinho que apresentam interesse filosófico são, sobretudo, os diálogos filosóficos: Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma, Sobre a quantidade da alma, Sobre o mestre, Sobre a música . Interessam também à filosofia os escritos contra os maniqueus: Sobre os costumes, Do livre arbítrio, Sobre as duas almas, Da natureza do bem .
As principais obras teológicas e religiosas de Santo Agostinho, que também é estudada com grande interesse filosófico são: Da Verdadeira Religião, As Confissões, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira.
Pensamento:
A Gnosiologia - O problema gnosiológico é profundamente sentido por Agostinho, que o resolve, superando o ceticismo acadêmico mediante o iluminismo platônico. Inicialmente, ele conquista uma certeza: a certeza da própria existência espiritual; daí tira uma verdade superior, imutável, condição e origem de toda verdade particular.
A Metafísica- Em relação com esta gnosiologia, e dependente dela, a existência de Deus é provada, fundamentalmente, a priori , enquanto no espírito humano haveria uma presença particular de Deus. Ao lado desta prova a priori , não nega Agostinho as provas a posteriori da existência de Deus, em especial a que se afirma sobre a mudança e a imperfeição de todas as coisas. Quanto à natureza de Deus, Agostinho possui uma noção exata, ortodoxa, cristã: Deus é poder racional infinito, eterno, imutável, simples, espírito, pessoa, consciência, o que era excluído pelo platonismo. Deus é ainda ser, saber, amor. Quanto, enfim, às relações com o mundo, Deus é concebido exatamente como livre criador. No pensamento clássico grego, tínhamos um dualismo metafísico; no pensamento cristão - agostiniano - temos ainda um dualismo, porém moral, pelo pecado dos espíritos livres, insurgidos orgulhosamente contra Deus e, portanto, preferindo o mundo a Deus.
A alma nasce com o indivíduo humano e, absolutamente, é uma específica criatura divina, como todas as demais. Entretanto, Agostinho fica indeciso entre o criacionismo e o traducionismo, isto é, se a alma é criada diretamente por Deus, ou provém da alma dos pais. Certo é que a alma é imortal, pela sua simplicidade. Agostinho, pois, distingue, platonicamente, a alma em vegetativa, sensitiva e intelectiva, mas afirma que elas são fundidas em uma substância humana. A inteligência é divina em intelecto intuitivo e razão discursiva; e é atribuída a primazia à vontade. No homem a vontade é amor, no animal é instinto, nos seres inferiores cego apetite.
A Moral - Evidentemente, a moral agostiniana é teísta e cristã e, logo, transcendente e ascética. Entretanto a vontade é livre, e pode querer o mal, pois é um ser limitado, podendo agir desordenadamente, imoralmente, contra a vontade de Deus. E deve-se considerar não causa eficiente, mas deficiente da sua ação viciosa, porquanto o mal não tem realidade metafísica. O pecado, pois, tem em si mesmo imanente a pena da sua desordem, porquanto a criatura, não podendo lesar a Deus, prejudica a si mesma, determinando a dilaceração da sua natureza.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Jean-Paul Sartre
Atendendo a indicação do Sr.Roger Costa, amigo e companheiro de curso e alguns ideais:
“A Filosofia aparece a alguns como um meio homogêneo: os pensamentos nascem nele, morrem nele, os sistemas nele se edificam para nele desmoronar. Outros consideram-na como certa atitude cuja adoção estaria sempre ao alcance de nossa liberdade. Outros ainda, como um setor determinado da cultura. A nosso ver, a Filosofia não existe; sob qualquer forma que a consideremos, essa sombra da ciência, essa eminência parda da humanidade não passa de uma abstração hipostasiada.” (Questão de Método, Jean-Paul Sartre)
Em 1924, aos dezenove anos de idade, Sartre ingressou no curso de filosofia da Escola Normal Superior. Em 1933, passou um ano em Berlim, estudando a fenomenologia de Edmund Husserl (1859-1938), as teorias existencialistas de Heidegger e Karl Jaspers (1883-1969) e a filosofia de Max Scheller (1874-1928). A partir desses autores, Sartre foi levado a obras de Kierkegaard (1813-1855). Apoiado nessas referências principais, Sartre elaborou sua própria versão da filosofia existencialista.
Em Paris, Sartre fundou o grupo Socialismo e Liberdade, a fim de colaborar com a Resistência, produzindo panfletos clandestinos contra a ocupação alemã e contra os colaboracionistas franceses. Em março de 1943, encenou sua primeira peça teatral, intitulada As Moscas, uma lenda grega, segundo o programa. Na verdade, todos os elementos da peça funcionavam simbolicamente: o reino de Agamenão era a França ocupada; Egisto, o comando alemão que depusera ás autoridades francesas; Clitemnestra, os colaboracionistas; a praga das moscas, o medo de setores cada vez mais amplos da população; o gesto final de Orestes, eliminando a praga das moscas, uma exortação à luta contra os alemães.
Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, Sartre dissolveu o movimento Socialismo e Liberdade, por corresponder apenas a uma necessidade da Resistência, e fundou a revista Os Tempos Modernos, juntamente com Merleau-Ponty (1908-1961), Raymond Aron (1905-1983) e outros intelectuais. Na revista apareceram os trabalhos mais diversos, colocando e analisando os principais problemas da época, sem qualquer espírito sectário.
Em 1946, diante das críticas à sua filosofia existencialista, exposta em O Ser e o Nada, Sartre publica O Existencialismo é um Humanismo. Nos anos seguintes, Sartre continuaria sendo, ao mesmo tempo, um homem de ação e de pensamento. Em 1960, publica um extenso trabalho, a Crítica da Razão Dialética, precedido pelo ensaio Questão de Método, nos quais se encontram reflexões no sentido de unir o existencialismo e o marxismo. A obra literária também não cessa e no mesmo ano é estreada a peça Seqüestrados de Altona, cujo tema é o problema do colonialismo francês na Argélia, embora a ação transcorra na Alemanha nazista. O interesse pelo problema argelino liga-se, em Sartre, aos problemas mais gerais do Terceiro Mundo.
Viaja para Cuba e para o Brasil (1961) e vê no conflito vietnamita um alargamento “do campo do possível” por parte dos revolucionários vietcongs. Em 1964, surpreende seus admiradores com As Palavras, análise do significado psicológico e existencial de sua infância. No mesmo ano é-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura, mas ele o recusa. Receber a honraria significaria reconhecer a autoridade dos juízes, o que considera inadmissível concessão.
“A Filosofia aparece a alguns como um meio homogêneo: os pensamentos nascem nele, morrem nele, os sistemas nele se edificam para nele desmoronar. Outros consideram-na como certa atitude cuja adoção estaria sempre ao alcance de nossa liberdade. Outros ainda, como um setor determinado da cultura. A nosso ver, a Filosofia não existe; sob qualquer forma que a consideremos, essa sombra da ciência, essa eminência parda da humanidade não passa de uma abstração hipostasiada.” (Questão de Método, Jean-Paul Sartre)
Em 1924, aos dezenove anos de idade, Sartre ingressou no curso de filosofia da Escola Normal Superior. Em 1933, passou um ano em Berlim, estudando a fenomenologia de Edmund Husserl (1859-1938), as teorias existencialistas de Heidegger e Karl Jaspers (1883-1969) e a filosofia de Max Scheller (1874-1928). A partir desses autores, Sartre foi levado a obras de Kierkegaard (1813-1855). Apoiado nessas referências principais, Sartre elaborou sua própria versão da filosofia existencialista.
Em Paris, Sartre fundou o grupo Socialismo e Liberdade, a fim de colaborar com a Resistência, produzindo panfletos clandestinos contra a ocupação alemã e contra os colaboracionistas franceses. Em março de 1943, encenou sua primeira peça teatral, intitulada As Moscas, uma lenda grega, segundo o programa. Na verdade, todos os elementos da peça funcionavam simbolicamente: o reino de Agamenão era a França ocupada; Egisto, o comando alemão que depusera ás autoridades francesas; Clitemnestra, os colaboracionistas; a praga das moscas, o medo de setores cada vez mais amplos da população; o gesto final de Orestes, eliminando a praga das moscas, uma exortação à luta contra os alemães.
Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, Sartre dissolveu o movimento Socialismo e Liberdade, por corresponder apenas a uma necessidade da Resistência, e fundou a revista Os Tempos Modernos, juntamente com Merleau-Ponty (1908-1961), Raymond Aron (1905-1983) e outros intelectuais. Na revista apareceram os trabalhos mais diversos, colocando e analisando os principais problemas da época, sem qualquer espírito sectário.
Em 1946, diante das críticas à sua filosofia existencialista, exposta em O Ser e o Nada, Sartre publica O Existencialismo é um Humanismo. Nos anos seguintes, Sartre continuaria sendo, ao mesmo tempo, um homem de ação e de pensamento. Em 1960, publica um extenso trabalho, a Crítica da Razão Dialética, precedido pelo ensaio Questão de Método, nos quais se encontram reflexões no sentido de unir o existencialismo e o marxismo. A obra literária também não cessa e no mesmo ano é estreada a peça Seqüestrados de Altona, cujo tema é o problema do colonialismo francês na Argélia, embora a ação transcorra na Alemanha nazista. O interesse pelo problema argelino liga-se, em Sartre, aos problemas mais gerais do Terceiro Mundo.
Viaja para Cuba e para o Brasil (1961) e vê no conflito vietnamita um alargamento “do campo do possível” por parte dos revolucionários vietcongs. Em 1964, surpreende seus admiradores com As Palavras, análise do significado psicológico e existencial de sua infância. No mesmo ano é-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura, mas ele o recusa. Receber a honraria significaria reconhecer a autoridade dos juízes, o que considera inadmissível concessão.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Tomás de Aquino: filósofo antes de santo
"Foi chamado de o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios"
Tomás de Aquino acentuou a diferença entre Filosofia e Teologia, pelo simples fato de que a primeira estudo todas as coisas através da razão, buscando as causas últimas de tudo. Enquanto a Teologia estuda Deus à luz da revelação. A partir de seus estudos, Tomás ensinou os seguintes princípios: - Que o Homem é o ponto de convergência de toda a criação e que nele se encerram, de certo modo,todas as coisas; - A existência de uma união substancial entre o corpo e a alma; - Defendeu o livre arbítrio, a liberdade para o homem escolher entre o bem e o mal, sendo esta escolha de responsabilidade do próprio ser; - Para ele, o conhecimento tem a primazia sobre a ação, pois nada pode ser amado se não for conhecido primeiro (nada de amor a primeira vista, isto não existe... kkkk)
PRINCIPAL ENSINAMENTO FOI AS 5 VIAS, pela qual, Tomás prova a existência de Deus: Partindo do principio que tudo o que se move, é movido por outro, ele argumenta: Que para que haja o movimento, já que um sempre é movido por outro, necessariamente haverá um primeiro motor, pois não se poderia continuar infinitamente este movimento, do contrário, não haveria primeiro motor, e por conseguinte, também não haveria os outros motores. PRIMEIRO MOTOR PARA TOMÁS DE AQUINO = DEUS
2ª VIA - Causa primeira universal - "Constatamos no mundo sensível a existência de causas eficientes. É, entretanto, impossível que uma coisa seja sua própria causa eficiente, porque, se assim fosse, esta coisa existiria antes de existir, o que não tem nenhum sentido.
Ora, não é possível proceder até o infinito na série de causas eficientes, porque, em qualquer série de causas ordenadas, a primeira é causa intermediária e esta é causa da última, quer haja uma ou várias causas intermediárias. Com efeito, se suprimirdes a causa, fareis desaparecer o efeito: portanto, se não há causa primeira, não haverá nem última, nem intermediária. Ora, se fosse regredir até o infinito dentro da série de causas eficientes, não haveria causa primeira, e, assim, não haverá também nem efeito, nem causas intermediárias, o que é evidentemente falso. Portanto, é preciso, por necessidade, colocar uma causa primeira que todo o mundo chama Deus"(Santo Tomás, Suma Teológica I, q.2, a. 3)
3ª VIA - Ser necessário que existe por sua própria natureza e não pode nunca deixar de existir. As criaturas nascem, crescem e morrem, são possíveis, não necessárias. Se em algum não tivesse havido nada de existente, teria sido impossível para qualquer coisa começar a existir. (já estou cansado, começarei a sintetizar mais as explicações, obrigado pela compreensão)
4ª VIA - Ser perfeito, havendo a questão qualitativa das coisas ( mais ou menos verdadeiros, mais ou menos bons, etc ), é porque se parte do principio que haja um aspecto máximo, que seria a perfeição. O que seria o ser perfeito, senão DEUS, ser que é para todos os outros causa de ser.
5ª VIA - Finalismo, ou seja, do governo do mundo. Resumindo, nas palavras de Jolivet: "No conjunto das coisas naturais verificamos uma ordem regular e estável. Ora, toda ordem exige uma causa inteligente, que adapta os meios aos fins e os elementos ao bem do todo. Portanto, a ordem do mundo é obra de uma Inteligência ordenadora, transcendente a todo o universo." (Regis Jolivet, Tratado de Filosofia, vol. III, Metafisica, Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 55)
Tomás de Aquino acentuou a diferença entre Filosofia e Teologia, pelo simples fato de que a primeira estudo todas as coisas através da razão, buscando as causas últimas de tudo. Enquanto a Teologia estuda Deus à luz da revelação. A partir de seus estudos, Tomás ensinou os seguintes princípios: - Que o Homem é o ponto de convergência de toda a criação e que nele se encerram, de certo modo,todas as coisas; - A existência de uma união substancial entre o corpo e a alma; - Defendeu o livre arbítrio, a liberdade para o homem escolher entre o bem e o mal, sendo esta escolha de responsabilidade do próprio ser; - Para ele, o conhecimento tem a primazia sobre a ação, pois nada pode ser amado se não for conhecido primeiro (nada de amor a primeira vista, isto não existe... kkkk)
PRINCIPAL ENSINAMENTO FOI AS 5 VIAS, pela qual, Tomás prova a existência de Deus: Partindo do principio que tudo o que se move, é movido por outro, ele argumenta: Que para que haja o movimento, já que um sempre é movido por outro, necessariamente haverá um primeiro motor, pois não se poderia continuar infinitamente este movimento, do contrário, não haveria primeiro motor, e por conseguinte, também não haveria os outros motores. PRIMEIRO MOTOR PARA TOMÁS DE AQUINO = DEUS
2ª VIA - Causa primeira universal - "Constatamos no mundo sensível a existência de causas eficientes. É, entretanto, impossível que uma coisa seja sua própria causa eficiente, porque, se assim fosse, esta coisa existiria antes de existir, o que não tem nenhum sentido.
Ora, não é possível proceder até o infinito na série de causas eficientes, porque, em qualquer série de causas ordenadas, a primeira é causa intermediária e esta é causa da última, quer haja uma ou várias causas intermediárias. Com efeito, se suprimirdes a causa, fareis desaparecer o efeito: portanto, se não há causa primeira, não haverá nem última, nem intermediária. Ora, se fosse regredir até o infinito dentro da série de causas eficientes, não haveria causa primeira, e, assim, não haverá também nem efeito, nem causas intermediárias, o que é evidentemente falso. Portanto, é preciso, por necessidade, colocar uma causa primeira que todo o mundo chama Deus"(Santo Tomás, Suma Teológica I, q.2, a. 3)
3ª VIA - Ser necessário que existe por sua própria natureza e não pode nunca deixar de existir. As criaturas nascem, crescem e morrem, são possíveis, não necessárias. Se em algum não tivesse havido nada de existente, teria sido impossível para qualquer coisa começar a existir. (já estou cansado, começarei a sintetizar mais as explicações, obrigado pela compreensão)
4ª VIA - Ser perfeito, havendo a questão qualitativa das coisas ( mais ou menos verdadeiros, mais ou menos bons, etc ), é porque se parte do principio que haja um aspecto máximo, que seria a perfeição. O que seria o ser perfeito, senão DEUS, ser que é para todos os outros causa de ser.
5ª VIA - Finalismo, ou seja, do governo do mundo. Resumindo, nas palavras de Jolivet: "No conjunto das coisas naturais verificamos uma ordem regular e estável. Ora, toda ordem exige uma causa inteligente, que adapta os meios aos fins e os elementos ao bem do todo. Portanto, a ordem do mundo é obra de uma Inteligência ordenadora, transcendente a todo o universo." (Regis Jolivet, Tratado de Filosofia, vol. III, Metafisica, Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 55)
BOAS VINDAS!
Bem Vindos Amigos e Futuros Amigos!!!
Senhoras e Senhores, que nossos pensamentos sejam tão livres quanto o possamos deixá-lo.
Que saibamos diferenciar conhecimento e reflexões de pessoas e vidas.
Toda forma de pensamento tem o direito de se fazer discurso (dito ou escrito).
Que ao passo que nos aprofundemos no conhecimento da filosofia, da história e do ser humano, possamos nos livrar das amarras do preconceito e do racismo, provenientes das misérias intelectual e de caridade!
Experimentemo-nos, a nós e ao nosso pensar, como fizeram os grandes nomes da história!!!
Assinar:
Comentários (Atom)







